Transporte e Instalação de Poitas na Enseada de Bom Jesus
- Olivia Varela
- Mar 9
- 3 min read

O projeto Orla Sem Lixo Transforma (OSLT) iniciou as atividades de 2026 na Enseada de Bom Jesus, onde fica localizado uma área de manguezal na Ilha do Fundão. No dia 6 de fevereiro, a equipe de pesquisadores e pescadores artesanais que integram o projeto realizaram o transporte e a instalação de poitas de concreto para o local em que será instalada uma nova barreira Enseada. A nova barreira da enseada de Bom Jesus foi finalizada e está prevista para ser lançada no sexto semestre de parceria do projeto.
Atualmente, o local que receberá a barreira de contenção de lixo está com duas poitas instaladas e, durante a atividade de hoje, mais duas poitas foram levadas até a área demarcada para auxiliar na fixação da barreira. As poitas são formadas por caixas de madeira preenchidas com concreto, desenvolvidas pela equipe do projeto com a função de ancorar e firmar a estrutura da barreira.


A atividade iniciou às 8h na Prainha, com um café integrado das três equipes de trabalho do dia, divididas em plantio de mudas, transporte e instalação de poitas e mapeamento topográfico da Prainha. Na equipe voltada para poitas, estavam o pesquisador de doutorado Rodrigo Hoerner, que é coordenador da frente de barreiras; o pesquisador de doutorado Thiago Leão, a pesquisadora de mestrado Raphaela Bertolotti, a estudante de graduação de Engenharia Ambiental Ana Beatriz, e os pescadores artesanais Floriano Oliveira (Foca), Pedro Oliveira e Gabriel Duarte.
O deslocamento das poitas foi realizado por meio de reboque das estruturas com o barco do pescador Pedro, as poitas foram levadas até a Enseada de Bom Jesus presas à uma balsa de transporte. Na tripulação do barco de Pedro foram os pesquisadores Rodrigo, Raphaela e Thiago. Em outro barco, foram os pescadores Floriano (Foca), responsável pela navegação, e também o pescador Gabriel e a graduanda Ana Beatriz. O mapeamento do local de instalação da poita foi demarcado por GPS pelo pesquisador Rodrigo. A nova barreira é estratégica no local para impedir que o lixo flutuante chegue ao mangue da Enseada de Bom Jesus, preservando o local.


Após o deslocamento da Prainha até a Enseada, a equipe conseguiu lançar e instalar uma das duas poitas previstas. A segunda permaneceu fixada na balsa e foi atracada no Parque Tecnológico da UFRJ, onde ficará armazenada até ser lançada juntamente com a nova barreira. No Manguezal da Enseada de Bom Jesus, a pesquisadora Raphaela realizou a coleta de mantas filtradoras produzidas com cabelo humano, instaladas previamente junto às barreiras já existentes. A ação integra uma colaboração entre o projeto Fiotrar, que utiliza cabelos doados para a confecção de mantas absorventes de óleo e filtros para remoção de poluentes, e o Orla Sem Lixo Transforma, responsável pelos testes em campo e pelo monitoramento do material no mangue. As mantas, acopladas às estruturas de contenção, atuam na absorção de óleos poluentes que chegam ao ecossistema. O material coletado será encaminhado para análise laboratorial, a fim de identificar e quantificar os resíduos absorvidos.


Durante fevereiro, o projeto objetiva lançar a nova barreira na Enseada de Bom Jesus. A barreira conta com 350 metros de flutuadores envoltos por uma manta impermeável, que atuarão na contenção de lixo flutuante nesta área da Ilha do Fundão.
O projeto Orla Sem Lixo Transforma é desenvolvido em parceria com a Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.
Cobertura: Olivia Varela e Rebeca Hertzriken.
Quando: 06/02/2026
Onde: Enseada de Bom Jesus
Envolvidos: Rodrigo Hoerner, Thiago Leão, Raphaela Bertolotti, Gustavo Sousa, Ana Beatriz, Gabriel Duarte, Pedro Oliveira, Floriano Oliveira (Foca).
Breve resumo: No dia 6 de fevereiro, foram transportadas e instaladas novas poitas de concreto que servirão para a fixação de uma barreira de contenção de lixo flutuante na Enseada de Bom Jesus. A atividade envolveu deslocamento por embarcações, demarcação por GPS e instalação parcial das estruturas. Além disso, foram coletadas mantas filtradoras de cabelo humano para análise, e a nova barreira, com 350 metros de extensão, deverá ser lançada na segunda semana de fevereiro.
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