top of page
Search

Feitura de balsas e concretagem de poitas na Prainha

Sep 15
3 min read

Os moldes foram resultado da oficina de caixaria realizada em 23/06, evidenciando a integração entre as diferentes ações desenvolvidas pelo OSLT. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
Os moldes foram resultado da oficina de caixaria realizada em 23/06, evidenciando a integração entre as diferentes ações desenvolvidas pelo OSLT. Fotografia: Rebeca Hertzriken.

Os flutuadores preenchidos com isopor reaproveitado exemplificam a proposta do Orla Sem Lixo Transforma de desenvolver barreiras de resíduos sólidos flutuantes de fácil reprodução e baixo custo. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
Os flutuadores preenchidos com isopor reaproveitado exemplificam a proposta do Orla Sem Lixo Transforma de desenvolver barreiras de resíduos sólidos flutuantes de fácil reprodução e baixo custo. Fotografia: Rebeca Hertzriken.

No dia 24 de junho de 2026, o Orla Sem Lixo Transforma realizou em conjunto a concretagem da laje da Base à Prainha (BAP), uma atividade voltada à produção de estruturas de apoio para a futura instalação de uma nova barreira de contenção de resíduos sólidos flutuantes na Enseada da Ilha do Fundão. A ação envolveu a montagem de cinco balsas flutuantes e a concretagem de 21 poitas, que serão utilizadas na ancoragem e sinalização dos pontos de fixação da barreira.

A atividade foi coordenada por Rodrigo Hoerner e contou com a participação de Thiago Leão, pesquisador de doutorado do LDSC, Gabriela Mignone, bolsista de iniciação científica do Orla Sem Lixo Transforma, e dos pescadores artesanais Arcênio Barbosa, Rogério Lima da Silva e Fábio André de Pereira. A presença dos pescadores foi central para a execução prática da montagem, especialmente na amarração dos flutuadores às estruturas de madeira e na preparação das peças para a concretagem.


Na imagem, o coordenador Rodrigo e os pescadores artesanais Fábio e Rogério discutem a produção das poitas.  Fotografia: Rebeca Hertzriken.
Na imagem, o coordenador Rodrigo e os pescadores artesanais Fábio e Rogério discutem a produção das poitas.  Fotografia: Rebeca Hertzriken.

A produção das poitas é realizada pelo processo de concretagem dos moldes com as armaduras. A fabricação resulta num bloco resistente às forças de tração e compressão. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
A produção das poitas é realizada pelo processo de concretagem dos moldes com as armaduras. A fabricação resulta num bloco resistente às forças de tração e compressão. Fotografia: Rebeca Hertzriken.

As balsas foram montadas ainda na parte da manhã. Cada unidade foi composta por uma estrutura superior de madeira, com aproximadamente 1 m x 1 m, e seis flutuadores fixados na parte inferior por meio de cordas. Os flutuadores seguem a mesma lógica construtiva utilizada nas barreiras do projeto, com reaproveitamento de isopor acondicionado em sacos de ráfia e amarrado com cordas. Essas balsas terão a função de marcar e auxiliar a ancoragem dos pontos onde as poitas serão fixadas, contribuindo para a organização da futura instalação da barreira.


Os flutuadores foram utilizados de forma semelhante ao uso nas barreiras, instalados no inferior das balsas para garantir a flutuabilidade. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
Os flutuadores foram utilizados de forma semelhante ao uso nas barreiras, instalados no inferior das balsas para garantir a flutuabilidade. Fotografia: Rebeca Hertzriken.

As poitas foram preparadas em formas de madeira produzidas em etapas anteriores do projeto, relacionadas às oficinas de caixaria. Antes da concretagem, os moldes foram organizados no local e revestidos internamente com lona plástica, facilitando a posterior desforma. No interior das formas, foram posicionadas armaduras metálicas e cordas que ficarão embutidas no concreto, permitindo a movimentação, o transporte e a fixação das peças no momento da instalação em campo.


Ao todo, foram preparadas 21 poitas de concreto, com dimensões aproximadas de 0,30 m x 0,60 m x 1,00 m e peso estimado de cerca de 396 kg por unidade. A concretagem foi realizada no mesmo dia, aproveitando a mobilização do concreto utilizado também em outra frente de trabalho na Prainha. Após essa etapa, as poitas seguirão para cura, desforma e posterior instalação, de acordo com o planejamento da equipe técnica.


A atividade integra o processo de expansão das barreiras de interceptação de lixo flutuante do Orla Sem Lixo Transforma. A nova barreira prevista para a Enseada da Ilha do Fundão deverá abranger uma área mais ampla da orla, contribuindo para a proteção costeira, a contenção de resíduos sólidos flutuantes e o fortalecimento das ações de mitigação da poluição na Baía de Guanabara. O trabalho realizado na Prainha evidencia a continuidade entre pesquisa aplicada, experimentação técnica e participação dos pescadores artesanais no desenvolvimento das soluções do projeto.


O Orla Sem Lixo Transforma é desenvolvido em parceria com a Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.

Quando: 24/06/2026

Onde: Base de Apoio à Prainha

Envolvidos: Rodrigo Hoerner, Thiago Leão, Gabriela Mignone, Arcênio Barbosa, Rogério Lima da Silva e Fábio André de Pereira.

Breve resumo: O Orla Sem Lixo Transforma (OSLT) realizou, no dia 24 de junho de 2026, uma atividade na Base de Apoio à Prainha (BAP) para a montagem de balsas flutuantes e a concretagem de poitas destinadas à futura instalação de uma barreira de contenção de resíduos sólidos flutuantes na Enseada da Ilha do Fundão. A ação contou com a participação da equipe do projeto e de pescadores artesanais, contribuindo para a expansão das barreiras e para as ações de proteção ambiental na Baía de Guanabara.


 
 
 

Comments


​

©2025 Powered and secured by Wix

  • Instagram
  • Youtube
bottom of page