Discussão da feitura de Cobogós


No dia 02 de Julho de 2026, o Orla Sem Lixo Transforma (OSLT) recebeu Fernando Minto, arquiteto e sócio do escritório Matéria Base e professor adjunto do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, para discutir a implementação do tijolo BTC e a feitura dos Cobogós na Base à Prainha (BAP). A consolidação da infraestrutura do projeto em um território piloto contribui diretamente para a implantação de métodos para a interceptação replicável dos resíduos sólidos flutuantes em faixas de areia, objetivo principal do OLST.
Com o envolvimento da frente de Arquitetura e Paisagismo, representada neste dia pela coordenadora Mariana Cruz, a escolha da materialidade pelo tijolo BTC dialoga diretamente com o ideal socioecológico do projeto. O tijolo de blocos de terra compactada (BTC), composto por subsolo inorgânico seco, argila não expansiva, agregados e cimento Portland, é uma opção biosustentável ao tijolo de cerâmica comum porque, ao não passar por processo de queima, evita a poluição do ar e barateia o custo. Devido a forma do tijolo BTC, semelhante a uma peça de montar, é possível trabalhar com estruturas auto-portantes, assumir funções além de paredes e usufruir do envolvimento comunitário para as construções.


A discussão à cerca da amarração de Cobogós — elemento de abertura vazado criado nos anos 20 e popularizado pela obra do arquiteto Lucio Costa — foi debate chave na visita a BAP. A escolha arquitetônica da utilização de cobogós se dá pela

união do prático, social e ecológico, características intrínsecas ao OSLT. Os cobogós proporcionam permanente ventilação, mantendo uma temperatura interna confortável e evitando o uso de sistemas mecânicos, e iluminação natural, reduzindo o consumo de energia elétrica e garantindo o bem-estar na edificação.
O parecer in-loco de Fernando Minto e a cotidiana busca de soluções no canteiro da equipe de Arquitetura e Paisagismo a cerca da infraestrutura da Base à Prainha são sinônimos de avanço da busca do objetivo principal do projeto como extensão, pesquisa e tecnologia social. A BAP, um território piloto de atuação do OSLT, é resultado direto de oficinas, discussões e desenvolvimento científico e prático que resulta na limpeza e eliminação do lixo flutuante na Ilha do Fundão.
O Orla Sem Lixo Transforma é desenvolvido em parceria com a Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.
Quando: 01/07/2026
Onde: Base à Prainha (BAP)
Envolvidos: Mariana Cruz, Fernando Minto, Osmar Alonso e a equipe de obras
Breve resumo: No dia 02 de Julho de 2026, o OSLT recebeu Fernando Minto para discutir a escolha da materialidade da infraestrutura da Base à Prainha (BAP). Como ordenado previamente em projeto, a escolha do tijolo BTC atravessa os interesses socioecológicos do OSLT e permite a adição de cobogós, elemento arquitetônico que aumenta o desempenho térmico e iluminação natural da edificação.
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