top of page
Search

Café com Orla


Momento de início do Café com Orla, um encontro de debates importantes para a revisão e o fortalecimento do projeto. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Momento de início do Café com Orla, um encontro de debates importantes para a revisão e o fortalecimento do projeto. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Pescadores artesanais Edson, Gelson e Renato realizando o teste da unidade coletora. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Pescadores artesanais Edson, Gelson e Renato realizando o teste da unidade coletora. Fotografia: Rebeca Hertzriken

No dia 28 de maio, o projeto Orla Sem Lixo Transforma (OSLT) realizou o encontro Café com Orla, um espaço de encontro e diálogo entre pesquisadores científicos e pescadores artesanais para conversar sobre as próximas ações do projeto e sobre as pautas das ações e oficinas mais recentes. Nesta reunião, os principais temas debatidos foram o acompanhamento da obra da Base de Apoio à Prainha (BAP), os testes dos protótipos de unidade coletora e o evento da Semana do Meio Ambiente.


Participaram da reunião a coordenadora do projeto, a professora doutora Susana Vinzon, a coordenadora da frente de tecnologia social e pesquisadora de pós doutorado Cristine Carvalho, a coordenadora da frente de arquitetura e pesquisadora de mestrado Mariana Cruz, o pesquisador de mestrado Jairton Alves, e os bolsistas de iniciação científica Gustavo Sousa e Adolpho Pousa. Também estiveram presentes os pescadores artesanais Floriano de Oliveira (Foca), Yam Pontes, Edson Ferreira (Pelé), Gelson Farias (Japonês), Daniel de Souza (Dinga), Pedro de Oliveira, Rogério da Silva, Arcênio Barbosa, Milésio Soares, Itamar Assunção (Tim Maia), Roberto Guedes e Livânia Santiago.


A mesa de lanche do Café com Orla foi recheada com bolo, pães, frios, café e frutas para compartilhar com os participantes. Fotografia: Rebeca Hertzriken
A mesa de lanche do Café com Orla foi recheada com bolo, pães, frios, café e frutas para compartilhar com os participantes. Fotografia: Rebeca Hertzriken

Jairton, pesquisador da frente de Tecnologia Social, e o pescador artesanal Itamar, durante momento de assinatura da lista de frequência. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Jairton, pesquisador da frente de Tecnologia Social, e o pescador artesanal Itamar, durante momento de assinatura da lista de frequência. Fotografia: Rebeca Hertzriken

A atividade iniciou às 14h, abrindo o encontro com um café da tarde compartilhado para todos com biscoitos, sucos, café e outros petiscos, este momento é importante para iniciar as interações entre os participantes e iniciar as discussões. Durante o lanche coletivo, a pesquisadora Mariana Cruz, que apresentou os colaboradores da empresa Torque que estão trabalhando na obra de construção da BAP. Este foi o primeiro contato oficial dos trabalhadores da empresa com os pescadores artesanais, dois grupos importantes de colaboração para a manutenção do espaço da Prainha.


Após este contato, os membros da empresa Torque voltaram para a produção da construção e o debate foi continuado no Café com Orla. Em seguida, a pesquisadora Cristine tomou a palavra e iniciou o diálogo sobre os protótipos de unidade coletora. Durante o mês de abril, o OSLT reuniu os pescadores artesanais parceiros e a equipe de pesquisadores para planejar projetos de unidade coletora para formar testes funcionais e aplicar as unidades nos barcos de pesca. Durante o Café com Orla foi informado que o projeto estava providenciando materiais solicitados para a construção dos protótipos, e também que o professor Alexandre Alho participaria da reunião levando um protótipo de unidade coletora para teste coletivo.


Mariana, coordenadora da frente de Arquitetura, conversando com o pescador artesanal Floriano durante atividade. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Mariana, coordenadora da frente de Arquitetura, conversando com o pescador artesanal Floriano durante atividade. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Pescadores artesanais Arcênio, Roberto e Livânia comendo lanche coletivo compartilhado no encontro. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Pescadores artesanais Arcênio, Roberto e Livânia comendo lanche coletivo compartilhado no encontro. Fotografia: Rebeca Hertzriken

Em seguida, os pescadores artesanais levantaram o debate sobre melhorias nas barreiras de contenção de lixo. Segundo os pescadores, a barreira poderia ter uma melhor desenvoltura para conter os resíduos flutuantes e, para isso, foi proposto a fixação da barreira em formato de "U" dentro da água, bem como a instalação de "saias" de até 20 cm abaixo das estruturas para que o lixo não consiga passar por debaixo da barreira.


Um outro tópico apresentado foi sobre o uso da Prainha pelos pescadores artesanais e pelo público em geral. Com a construção da BAP e a implantação do Parque da Orla, previsto no Plano Diretor 2023, a Prefeitura Universitária tem atuado mais ativamente na Prainha e tentado compreender o uso do espaço de forma pública. Por conta disso, os pescadores têm a preocupação de como devem usar o espaço para entender o que pode e o que não pode ser feito na área.


A pesquisadora Cristine afirmou que a área precisa ser regulamentada pela Prefeitura por ser um território federal sob responsabilidade da UFRJ, e que os pescadores têm legitimidade de uso do espaço para apoio pesqueiro e lazer, mas que há uma legislação que impede a comercialização e a permanência prolongada de pessoas em geral no local. Além disso, a coordenadora Susana reiterou que, assim como áreas militares que não podem ser ocupadas, o terreno ali é de controle federal e precisa de autorização da Prefeitura para qualquer atividade. Os pescadores concordaram que é preciso haver ordem e a respeitam, no entanto sentem-se afastados pela Prefeitura quando o local é fiscalizado. Um dos pescadores presentes afirmou sentir-se oprimido quanto ao uso do espaço, percebendo assimetria entre a autoridade institucional e o histórico de uso do território pelas comunidades tradicionais. A fala se refere aos reiterados pedidos da PU, que em ações de fiscalização no último mês, apontaram a necessidade de alocação de tendas de abrigo e descarte de materiais inertes acumulados, sob a justificativa de nivelamento do terreno e limpeza da área. O representante da APAP, presente na reunião, considera justo o pedido, mas solicita maior clareza quanto ao que deve ser retirado e prazo para liberação das áreas.


Professor Alexandre Alho apresentando o protótipo de unidade coletora desenvolvido para limpeza do lixo flutuante. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Professor Alexandre Alho apresentando o protótipo de unidade coletora desenvolvido para limpeza do lixo flutuante. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Pescadores artesanais e professor Alexandre Alho montando a unidade coletora. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Pescadores artesanais e professor Alexandre Alho montando a unidade coletora. Fotografia: Rebeca Hertzriken

Após a roda construtiva de debates e avisos, o professor Alexandre Alho chegou com a unidade coletora para fazer o teste em água com o auxílio dos pescadores artesanais. Este protótipo foi testado anteriormente em outubro de 2025 pelo professor e alguns pescadores e pesquisadores do projeto, porém precisava de modificações para coletar os resíduos de uma forma mais eficaz. Na estrutura da unidade coletora foram adicionados quatro espaços para preencher com água para que a estrutura possa ser nivelada e melhorar a flutuabilidade, e também foi removido a parte de cima da gaiola de ferro para facilitar o manuseio da unidade coletora.

A unidade coletora foi instalada em um barco e testada pelos pescadores artesanais. Fotografia: Rebeca Hertzriken
A unidade coletora foi instalada em um barco e testada pelos pescadores artesanais. Fotografia: Rebeca Hertzriken

Os pescadores Daniel (Dinga) e Renato (Lobão), com auxílio do bolsista de iniciação científica Gustavo foram para o mar testar a unidade coletora, que estava acoplada à lateral do barco para capturar o lixo flutuante. O teste foi bem sucedido, mostrando evoluções em termos de flutuabilidade, fixação no barco e coleta de resíduos.




Após o teste, os participantes da reunião foram convidados novamente para participar do evento da Semana do Meio Ambiente do projeto, que será realizado na Prainha no dia 2 de junho. Também em junho, a unidade coletora será lançada publicamente para mostrar a eficácia da pesquisa.


O Orla Sem Lixo é desenvolvido em parceria com a Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.


Cobertura: Olivia Varela e Rebeca Hertzriken.

Quando: 28/05/2026

Onde: Prainha, Ilha do Fundão

Envolvidos: Susana Vinzon, Cristine Carvalho, Mariana Cruz, o pesquisador de mestrado Jairton Alves, Gustavo Sousa, Floriano de Oliveira (Foca), Yam Pontes, Edson Ferreira (Pelé), Gelson Farias (Japonês), Daniel de Souza (Dinga), Pedro de Oliveira, Rogério da Silva, Arcênio Barbosa, Milésio Soares, Itamar Assunção (Tim Maia), Renato de Oliveira (Lobão), Roberto Guedes e Livânia Santiago.

Breve resumo: O Orla Sem Lixo Transforma realizou o Café com Orla, um encontro entre pesquisadores e pescadores artesanais para discutir o andamento das ações, incluindo a construção da Base de Apoio à Prainha, o desenvolvimento de protótipos de coleta de resíduos e a programação da Semana do Meio Ambiente. Durante a reunião, foram apresentadas sugestões para aprimorar as barreiras de contenção de lixo e debatido o uso compartilhado da Prainha. Também foi realizado um teste prático de uma unidade coletora acoplada a embarcação, que apresentou resultados positivos.

 
 
 

Comments


©2025 Powered and secured by Wix

  • Instagram
  • Youtube
bottom of page