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Oficina Dipro: Instalação de lona e fabricação de flutuadores

O trabalho em equipe é a válvula facilitadora que possibilita tornar uma atividade complexa em algo simples. Na foto, a equipe aplica 50 metros de lona em volta de flutuadores. Fotografia: Rebeca Hertzriken
O trabalho em equipe é a válvula facilitadora que possibilita tornar uma atividade complexa em algo simples. Na foto, a equipe aplica 50 metros de lona em volta de flutuadores. Fotografia: Rebeca Hertzriken

Na manhã da atividade, a equipe do projeto Orla Sem Lixo Transforma realizou uma oficina na Base Industrial do projeto, localizada no galpão da DIPRO, espaço onde se concentram as atividades operacionais, de produção e manutenção das estruturas de contenção de lixo flutuante. A ação integrou o planejamento contínuo de aprimoramento das barreiras instaladas na Prainha, na Ilha do Fundão, e teve como objetivo principal o fechamento, com lona de proteção, de um trecho de 50 metros de flutuadores destinado a complementar a barreira existente no local. Paralelamente, foram realizadas etapas iniciais de fabricação de novos flutuadores, dando continuidade à linha de produção prevista para o ano de 2026.


A atividade ocorreu em um contexto de avaliação e melhoria das estruturas já instaladas na Prainha. Embora a barreira existente não tenha alcançado, em um primeiro momento, o comprimento total desejado, as ações seguem dentro do cronograma do projeto, inseridas em uma operação mais ampla de fortalecimento das estruturas. A adoção da lona impermeável representa um avanço técnico significativo, ao conferir maior durabilidade, resistência mecânica e proteção aos flutuadores, ampliando a eficiência da contenção de resíduos na orla.

Diversos tipo de ferramentas são utilizados para dar suporte nas oficinas. Na imagem, uma serra de corte é manuseada para cortar a lona em duas partes. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Diversos tipo de ferramentas são utilizados para dar suporte nas oficinas. Na imagem, uma serra de corte é manuseada para cortar a lona em duas partes. Fotografia: Rebeca Hertzriken
A frente responsável por envolver os flutuadores em longos metros de lona realizava os testes de aplicação do material. Fotografia: Rebeca Hertzriken
A frente responsável por envolver os flutuadores em longos metros de lona realizava os testes de aplicação do material. Fotografia: Rebeca Hertzriken

Participaram da oficina pesquisadores, bolsistas, integrantes da equipe de tecnologia social, gestão do projeto e pescadores artesanais da Ilha do Fundão. A coordenação das atividades de barreiras ficou a cargo de Rodrigo Hoerner, doutorando do projeto e responsável pela frente de barreiras. Integraram a equipe de pesquisadores voltada à engenharia das estruturas Raphaela Bertolotti, mestranda do projeto, Thiago Leão, doutorando vinculado ao LDSC, e Adolpho Pousa, bolsista de iniciação científica. A equipe de tecnologia social contou com a participação de Jairton Alves, mestrando do projeto, e Gustavo Sousa, bolsista de iniciação científica, responsáveis pelo suporte logístico da atividade. A gestão do projeto esteve representada por Elayne Araújo, bolsista de iniciação científica, e Bianca Gabani, mestranda do Orla Sem Lixo Transforma. A coordenação geral do projeto foi acompanhada por Susana Vinzon, professora titular da Escola Politécnica da UFRJ. Também participaram ativamente da oficina os pescadores artesanais Arcênio Barbosa, Sérgio Oliveira, Pedro Oliveira, Antônio Guimarães, Milésio Soares e Fábio Pereira, parceiros de longa data do projeto e fundamentais na execução das atividades em campo.


A manhã teve início com a organização do espaço e a preparação do tradicional café da manhã que acompanha as atividades e garante suporte logístico às equipes. Em seguida, houve um momento de alinhamento das atividades do dia, conduzido pela coordenação da frente de barreiras. Foi priorizada a instalação da lona no trecho de 50 metros da barreira, com foco na etapa de colagem, considerada estratégica para a conclusão do segmento que será instalado na Prainha. Após esse alinhamento inicial, as atividades foram organizadas em duas frentes de trabalho simultâneas: uma dedicada à instalação da lona na barreira e outra voltada à fabricação de novos flutuadores.

O pescador artesanal Sérgio Oliveira aplica cola de contato na superfície da lona, esta é a primeira camada de fixação da lona no flutuador. Fotografia: Rebeca Hertzriken
O pescador artesanal Sérgio Oliveira aplica cola de contato na superfície da lona, esta é a primeira camada de fixação da lona no flutuador. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Mais do que uma fonte de alimentação, o café da manhã coletivo tornou-se uma etapa tradicional e é um momento de pausa, preparação para as atividades e diálogo entre os participantes. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Mais do que uma fonte de alimentação, o café da manhã coletivo tornou-se uma etapa tradicional e é um momento de pausa, preparação para as atividades e diálogo entre os participantes. Fotografia: Rebeca Hertzriken

Na frente de instalação da lona, as equipes organizaram uma série de mesas para apoiar a estrutura da barreira e possibilitar que o material fosse esticado ao longo de grandes comprimentos. Um rolo foi utilizado para facilitar o manuseio da lona sobre os flutuadores. Em seguida, aplicou-se cola de contato, popularmente conhecida como cola de sapateiro, com o auxílio de espátulas, nas extremidades da lona que seriam unidas. Após o tempo necessário para a secagem e ativação do contato da cola, iniciou-se a junção das partes. Para adequar a largura da lona ao modelo da barreira, foi utilizada uma máquina de corte para dividir o rolo longitudinalmente. Com a colagem concluída, a estrutura recebeu uma etapa adicional de reforço por meio de costura, realizada com uma nova máquina de costura incorporada à oficina no mesmo dia, ampliando a segurança e a durabilidade da barreira.


Paralelamente, a segunda frente de trabalho concentrou-se na fabricação de novos flutuadores. O processo iniciou-se com a quebra manual do isopor, seguida da preparação dos sacos internos de voil e da camada externa de ráfia. Duas pessoas atuaram na estruturação dessas camadas, que, já combinadas, foram acopladas à saída de um aspirador de pó de grande porte. O equipamento foi utilizado para puxar os pedaços de isopor para o interior dos sacos, formando o corpo do flutuador. Ao final dessa etapa, os flutuadores ficaram prontos para a costura de fechamento, etapa final do processo de fabricação.

A primeira etapa para a produção de flutuadores é a quebra do isopor, que fornece estrutura para as barreiras de contenção de lixo. Fotografia: Rebeca Hertzriken
A primeira etapa para a produção de flutuadores é a quebra do isopor, que fornece estrutura para as barreiras de contenção de lixo. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Para a produção ser eficiente, muitas mãos são envolvidas no processo de colagem e costura dos flutuadores. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Para a produção ser eficiente, muitas mãos são envolvidas no processo de colagem e costura dos flutuadores. Fotografia: Rebeca Hertzriken

Um dos principais desafios técnicos discutidos ao longo da atividade diz respeito à mudança de escala das estruturas. Diferentemente do modelo anterior, baseado em flutuadores unitários de aproximadamente 1,5 metro, a nova barreira é trabalhada em trechos contínuos de 50 metros ou mais, podendo chegar a 100 ou 200 metros. Essa dimensão amplia a complexidade do manuseio, deslocamento e organização da estrutura durante a produção, exigindo novas estratégias de trabalho coletivo. Por outro lado, esse mesmo fator representa um avanço relevante, pois contribui diretamente para o aumento da durabilidade da barreira e para uma proteção mais eficiente da linha costeira.

O OSLT adquiriu uma nova máquina de costura que facilitará o processo de costura dos flutuadores. Fotografia: Rebeca Hertzriken
O OSLT adquiriu uma nova máquina de costura que facilitará o processo de costura dos flutuadores. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Durante a oficina, a equipe recebeu uma tutoria dos técnicos responsáveis pela entrega da máquina de costura, um momento de aprendizado aplicado. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Durante a oficina, a equipe recebeu uma tutoria dos técnicos responsáveis pela entrega da máquina de costura, um momento de aprendizado aplicado. Fotografia: Rebeca Hertzriken

Ao final do período acompanhado, o trecho de 50 metros de barreira destinado à Prainha encontrava-se concluído, com a lona instalada e reforçada por costura. Novos flutuadores também foram produzidos, alimentando a esteira contínua de fabricação das estruturas. A nova máquina de costura foi instalada e utilizada com sucesso, consolidando-se como um aprimoramento importante da rotina de trabalho. Como encaminhamento, a próxima oficina será dedicada ao transporte da barreira até a Prainha e à sua instalação em campo. Em paralelo, a produção de flutuadores e de novos trechos de barreira seguirá em andamento, em consonância com os planos operacionais do projeto para o ano de 2026. Cobertura: Olivia Varela e Rebeca Hertzriken.

Quando: 15/01/2026

Onde: Base Industrial DIPRO

Envolvidos: Rodrigo Hoerner, Gustavo Sousa, Elayne Araújo, Adolpho Pousa, Jairton Alves, Raphaela Bertolotti, Bianca Gabani, Thiago Leão, Susana Vinzon, Arcênio Barbosa, Sérgio Oliveira, Pedro de Oliveira, Antônio Guimarães, Milésio Soares e Fábio Pereira.

Breve resumo:

O projeto Orla Sem Lixo Transforma realizou uma oficina na Base Industrial da DIPRO, voltada ao aprimoramento das estruturas de contenção de lixo da Prainha, na Ilha do Fundão. A ação teve como foco o fechamento, com lona de proteção, de um trecho de 50 metros de flutuadores e o início da fabricação de novos flutuadores para 2026. Durante a manhã, foi adotada a estratégia de produção de trechos contínuos de lona impermeável para facilitar a produção e a segurança da estrutura. Ao final, o segmento de 50 metros foi concluído e a próxima etapa será o transporte e instalação da barreira em campo.

 
 
 

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