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Oficina Dipro: Costura e revestimento de lona e fabricação de flutuadores


Por conta da longa extensão de 50 metros de lona, o processo de costura torna-se coletivo e colaborativo. Fotografia: Olivia Varela
Por conta da longa extensão de 50 metros de lona, o processo de costura torna-se coletivo e colaborativo. Fotografia: Olivia Varela
Uma importante etapa da oficina foi o teste do encaixe do flutuador no revestimento de lona. Na imagem, os pescadores artesanais Arcênio e Fábio puxam o flutuador pela lona. Fotografia: Olivia Varela
Uma importante etapa da oficina foi o teste do encaixe do flutuador no revestimento de lona. Na imagem, os pescadores artesanais Arcênio e Fábio puxam o flutuador pela lona. Fotografia: Olivia Varela

Na manhã do dia 21 de janeiro, o projeto Orla Sem Lixo Transforma reuniu pesquisadores e pescadores artesanais na Base Industrial DIPRO para a continuação de ações operacionais de produção e manutenção de estruturas de contenção de lixo flutuante. A oficina desenvolveu a quebra de isopor para a construção de flutuadores e a produziu a costura e o encaixe do revestimento da lona de proteção na barreira de contenção. Além disso, a atividade também contou com o transporte de um trecho de 50 metros de barreira concluída para a Prainha, na Ilha do Fundão e o retorno de flutuadores obsoletos, ambos via caminhão.


Durante a atividade, estiveram presentes o pesquisador de doutorado responsável pela frente de barreiras Rodrigo Hoerner, a bolsista de iniciação científica Elayne Araújo e Gustavo Sousa, e os pescadores artesanais Pedro Oliveira, Sérgio Oliveira, Milésio Soares, Arcênio Barbosa, Fábio Pereira e Floriano Oliveira (Foca). Um dos princípios do projeto é a união de saberes científicos e tradicionais, uma boa junção para o desenvolvimento de objetivos que envolvem artifícios da pesca e da engenharia voltados para a proteção ambiental.


A oficina contou com o processo de quebra de isopor para a construção de novos flutuadores. Fotografia: Olivia Varela
A oficina contou com o processo de quebra de isopor para a construção de novos flutuadores. Fotografia: Olivia Varela
O teste do encaixe do flutuador na lona demandou a força coletiva mas garantiu o sucesso de uma nova etapa de construção de barreiras. Fotografia: Olivia Varela
O teste do encaixe do flutuador na lona demandou a força coletiva mas garantiu o sucesso de uma nova etapa de construção de barreiras. Fotografia: Olivia Varela

O dia começou com o encontro dos participantes na Base Industrial no início da manhã. As principais demandas do dia envolviam continuar a produção de flutuadores e a costura da lona impermeável de proteção na corrente de flutuadores que formam a barreira. Coordenados pelo pesquisador Rodrigo, a equipe de pescadores dividiu-se em dois grupos: os pescadores Fábio, Arcênio, Foca e Sérgio focaram-se no processo de quebra do isopor que preenche os flutuadores, enquanto Milésio, Pedro e Rodrigo trabalhavam na conclusão da costura de um trecho de 50 metros de barreira. Além da costura ao redor de toda a lona, fechando a barreira, a equipe inseriu cordas nas pontas da barreira para auxiliar na fixação nas poitas e na barreira de contenção já instalada em água.


Enquanto as equipes produziam as atividades, o caminhão de suporte da UFRJ chegou para transportar a barreira concluída para a Prainha. Neste momento, os dois grupos dedicaram esforços para encaixar a estrutura no caminhão e, em seguida, os pescadores Sérgio e Floriano (Foca) seguiram viagem com o caminhão para auxiliar no trajeto e para descarregar o caminhão com a barreira. Na Prainha, uma segunda equipe de pesquisadores e pescadores artesanais realizavam uma outra atividade na barreira e aguardavam o caminhão.


A barreira concluída foi transportada para Prainha, completando o trecho da barreira já instalada na água. Fotografia: Olivia Varela
A barreira concluída foi transportada para Prainha, completando o trecho da barreira já instalada na água. Fotografia: Olivia Varela
Uma novidade nas barreiras é também a costura e encaixe de cordas nas extremidades da estrutura para facilitar a amarração em outras estruturas. Fotografia: Olivia Varela
Uma novidade nas barreiras é também a costura e encaixe de cordas nas extremidades da estrutura para facilitar a amarração em outras estruturas. Fotografia: Olivia Varela

Com a demanda do transporte concluída com sucesso, a tarefa de costura do revestimento de lona foi finalizada e a equipe que ficou na Base Industrial se juntou para iniciar o teste de inserir a corrente de flutuadores na proteção de lona impermeável. Este novo modelo de estrutura representa um avanço técnico na produção de barreiras: para a confecção, a nova barreira é trabalhada em trechos contínuos de 50 metros ou mais, podendo chegar a 100 ou 200 metros. A lona responsável por revestir a barreira é costurada separada do flutuador, estruturada com uma corda provisória que atravessa todo o comprimento da lona. Ao final da costura, essa corda é amarrada na ponta dos flutuadores, que são puxados pela corda para dentro da lona. Dessa forma, a lona que antes era colada e posteriormente costurada no flutuador agora é costurada de forma externa e “veste” o flutuador de uma vez só, desempenhando mais segurança para a utilização em água e diminuindo o tempo de produção e a mão de obra.


O teste de revestir a lona no flutuador consistiu em duas pessoas encaixarem o flutuador amarrado na entrada da lona e empurrarem para que ele começasse a entrar na proteção. Na outra ponta da lona, uma ou duas pessoas são encarregadas de puxar a corda, trazendo os flutuadores para dentro da extensão da lona. No meio do comprimento, é necessário um auxiliar para desenrugar a lona e mantê-la esticada para o flutuador entrar com mais facilidade. Durante o processo, foi improvisado um bocal de papelão para abrir a entrada da lona e diminuir o atrito na hora da entrada do flutuador. A tentativa foi concluída com sucesso e, mesmo exigindo um esforço coletivo, ainda é uma forma menos trabalhosa e mais segura de desenvolver a tarefa de encaixar flutuador e lona, formando a barreira.

Pescador artesanal Pedro durante o café coletivo. Fotografia: Olivia Varela
Pescador artesanal Pedro durante o café coletivo. Fotografia: Olivia Varela
O ciclo de manutenção das estruturas do projeto envolve também o cuidado com a retirada de materiais obsoletos e descarte adequado. Fotografia: Olivia Varela
O ciclo de manutenção das estruturas do projeto envolve também o cuidado com a retirada de materiais obsoletos e descarte adequado. Fotografia: Olivia Varela

Após a conclusão do encaixe do flutuador na lona, todos se reuniram para uma pausa e um lanche coletivo organizado pelo bolsista de iniciação científica Gustavo, integrante da tecnologia social do projeto Orla Sem Lixo Transforma, desenvolvido em parceria com a Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental. Este momento de descanso é também um momento de conversa, na ocasião foi celebrado o sucesso do teste finalizado anteriormente na construção da barreira.


Ao final do lanche, o caminhão de transporte retornou da Prainha com um carregamento de flutuadores antigos e foi descarregado na área externa da Base Industrial pelos pescadores artesanais parceiros do projeto. Com a tarefa concluída, os participantes presentes retornaram para as atividades do início da manhã e prosseguiram com a costura da lona e a quebra manual do isopor. Ainda durante essa semana será desenvolvida uma nova oficina para a continuação da produção da barreira de contenção, desta vez destinada para o Mangue da Enseada de Bom Jesus.


Cobertura: Olivia Varela e Rebeca Hertzriken.

Quando: 21/01/2026

Onde: Base Industrial DIPRO

Envolvidos: Rodrigo Hoerner, Gustavo Sousa, Elayne Araújo, Arcênio Barbosa, Sérgio Oliveira, Pedro de Oliveira, Floriano de Oliveira (Foca), Milésio Soares e Fábio Pereira.

Breve resumo:

Na manhã de 21 de janeiro, pesquisadores e pescadores artesanais realizaram atividades de produção e manutenção de barreiras de contenção de lixo flutuante na Base Industrial. As ações incluíram a quebra de isopor para flutuadores, a costura da lona impermeável e a finalização de um trecho de 50 metros de barreira. Parte da estrutura concluída foi transportada por caminhão até a Prainha, enquanto flutuadores antigos retornaram à Base. Também foi testado com sucesso um novo método de revestimento da lona, mais seguro e eficiente, que reduz tempo e esforço de produção.


 
 
 

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