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Oficina de barreira na Prainha

Nas águas da Prainha, a equipe levava a corda à beira para esticar a barreira de contenção de lixo. Fotografia: Olivia Varela
Nas águas da Prainha, a equipe levava a corda à beira para esticar a barreira de contenção de lixo. Fotografia: Olivia Varela

Na manhã do dia 13 de janeiro, a equipe de pesquisadores e pescadores artesanais que compõem o projeto Orla Sem Lixo Transforma (OSLT) realizou uma oficina de ajuste da nova barreira de contenção de lixo da Prainha, na Ilha do Fundão, e para a retirada de flutuadores da antiga barreira que havia no local. Esta foi a primeira atividade do ano de 2026 e deu continuidade ao lançamento da nova barreira que ocorreu no final de dezembro de 2025. O prosseguimento das ações em campo segue o planejamento do OSLT e constrói o acompanhamento dos espaços de atuação de pesquisa e produção, mantendo a barreira sempre em observação e em testes de funcionamento.



Momento de esforço coletivo para puxar a corda atrelada à barreira para esticar a estrutura. Fotografia: Olivia Varela
Momento de esforço coletivo para puxar a corda atrelada à barreira para esticar a estrutura. Fotografia: Olivia Varela

A ação contou com a presença dos principais núcleos do Orla Sem Lixo Transforma, projeto desenvolvido fruto da parceria com a Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental. Estiveram presentes o pesquisador de doutorado e coordenador da frente de barreiras Rodrigo Hoerner, o pesquisador de doutorado Thiago Leão, os pesquisadores de mestrado Raphaela Bertolotti, Jairton Alves, e os bolsistas de iniciação científica Gustavo Sousa e Adolpho Pousa. Participaram também os pescadores artesanais Floriano Oliveira (Foca), Edson Ferreira (Pelé), Rogério da Silva, Denis Martins, Gelson Farias (Japonês), Itamar Assunção (Tim Maia) e Yam Pontes.

A etapa inicial de cada atividade é a reunião de planejamento, que designa a função que cada participante será responsável. Fotografia: Olivia Varela
A etapa inicial de cada atividade é a reunião de planejamento, que designa a função que cada participante será responsável. Fotografia: Olivia Varela
Pescador artesanal Gelson Farias (Japonês) assinando a lista de frequência, documento importante presente em todas as atividades que garante a gestão das oficinas. Foto: Olivia Varela
Pescador artesanal Gelson Farias (Japonês) assinando a lista de frequência, documento importante presente em todas as atividades que garante a gestão das oficinas. Foto: Olivia Varela

A oficina iniciou com uma recepção organizada pela tecnologia social do projeto, que organizou uma mesa de café da manhã para dar suporte à atividade. Após o café, todos se reuniram para organizar o desenvolvimento dos objetivos a serem cumpridos, o pesquisador Rodrigo coordenou a reunião e dividiu a manhã nas tarefas de esticar a nova lona, para melhorar a contenção do lixo flutuante, e na retirada dos flutuadores que compunham a barreira antiga e ainda estavam na água ou na faixa de areia da Prainha.


A primeira tarefa a ser cumprida era esticar a nova barreira dentro do mar, esta barreira já estava fixada e cumprindo o objetivo de contenção do lixo flutuante. Para isso, o pescador artesanal Floriano (Foca) foi de barco até a ponta da barreira para amarrar uma corda e auxiliar a atividade. Os pescadores artesanais Dênis, Rogério e Edson (Pelé), com suporte do bolsista de iniciação científica Adolpho, desempenharam a função de esticar a corda até a beira, onde o restante da equipe iria puxar a corda para concluir o objetivo.

O esforço coletivo para puxar a corda cumpriu a missão de esticar a barreira. Na foto, o pescador artesanal Edson Ferreira (Pelé) participa da atividade. Foto: Olivia Varela
O esforço coletivo para puxar a corda cumpriu a missão de esticar a barreira. Na foto, o pescador artesanal Edson Ferreira (Pelé) participa da atividade. Foto: Olivia Varela
Após esticar a barreira, a equipe transportou os flutuadores antigos para fora da faixa de areia da Prainha. Fotografia: Olivia Varela
Após esticar a barreira, a equipe transportou os flutuadores antigos para fora da faixa de areia da Prainha. Fotografia: Olivia Varela

Com as etapas concluídas, todos que estavam na Prainha juntaram-se para puxar a corda e esticar a nova barreira, que ocupa 240 metros em no mar e assegura a contenção de lixo no local. Com a força da água e desempenhada pela equipe, parte da lona de proteção da estrutura da barreira descolou, separando-a em duas partes. O pesquisador Rodrigo, com suporte do pesquisador Thiago e do pescador Foca, foram juntos solucionar a soltura da barreira no barco de Foca, enquanto o restante da equipe começou a retirada dos flutuadores antigos que estavam na beira do mar.


O descolamento da nova barreira foi analisado e solucionado com a amarração das duas partes separadas, deixando um espaço de distância entre os blocos soltos que será adicionado um novo bloco de flutuadores em uma próxima oficina na Prainha. Com o problema resolvido, a única tarefa a concluir era a remoção dos flutuadores. A atividade foi desenvolvida no restante da manhã, com pausas para hidratação e descanso, mas também com muito trabalho e dedicação da equipe.

A separação dos flutuadores é essencial para facilitar o transporte das estruturas, garantindo que o peso seja mais fácil de carregar. Na foto, a pesquisadora de mestrado Raphaela Bertolotti corta a corda que une os flutuadores. Fotografia: Olivia Varela
A separação dos flutuadores é essencial para facilitar o transporte das estruturas, garantindo que o peso seja mais fácil de carregar. Na foto, a pesquisadora de mestrado Raphaela Bertolotti corta a corda que une os flutuadores. Fotografia: Olivia Varela

Após a separação dos flutuadores, a etapa seguinte foi o transporte das peças até um local seco e seguro para a perda completa de água das estruturas. Na imagem, o pesquisador de doutorado Thiago Leão carrega um flutuador. Fotografia: Olivia Varela
Após a separação dos flutuadores, a etapa seguinte foi o transporte das peças até um local seco e seguro para a perda completa de água das estruturas. Na imagem, o pesquisador de doutorado Thiago Leão carrega um flutuador. Fotografia: Olivia Varela

Os flutuadores são compostos de isopor, envolto de sacos de ráfia e tela de proteção, bem amarrados para que não sejam abertos com facilidade no mar. Dentro da água, o isopor dos flutuadores absorve líquido e torna o objeto mais pesado, precisando de mais de uma pessoa para ser arrastado para fora do mar. Por isso, parte da equipe começou a desamarrar os blocos de flutuadores, enquanto outra parte puxava as estruturas até o gramado em frente à Prainha, um local seco que não corre o risco de retorno para a água.

A sensação de dever cumprido é transcrita na foto com a o sorriso e a união da equipe do Orla Sem Lixo Transforma que participou da oficina. Fotografia: Equipe OSLT
A sensação de dever cumprido é transcrita na foto com a o sorriso e a união da equipe do Orla Sem Lixo Transforma que participou da oficina. Fotografia: Equipe OSLT

Ao final, dezenas de flutuadores foram retiradas da água e da faixa de areia da prainha. O novo flutuador substitui o antigo, garantindo a segurança da contenção de lixo. Foto: Olivia Varela
Ao final, dezenas de flutuadores foram retiradas da água e da faixa de areia da prainha. O novo flutuador substitui o antigo, garantindo a segurança da contenção de lixo. Foto: Olivia Varela

A oficina foi concluída com dezenas de flutuadores antigos retirados da água e da faixa de areia, armazenados em local seco para que o isopor interno possa perder água e tornar a estrutura mais leve. As estruturas dos flutuadores serão levadas de caminhão em uma próxima oficina, para o descarte correto e para análise científica dos materiais removidos. Esta foi a primeira oficina desenvolvida em 2026, durante o mês de janeiro serão desempenhadas outras oficinas para a produção de novos flutuadores de contenção de lixo.


Cobertura: Olivia Varela e Rebeca Hertzriken.

Quando: 13/01/2026

Onde: Prainha, na Ilha do Fundão ****

Envolvidos: Rodrigo Hoerner, Gustavo Sousa, Elayne Oliveira, Adolpho Pousa, Jairton Alves, Thiago Leão, Floriano Oliveira (Foca), Edson Ferreira (Pelé), Rogério da Silva, Denis Martins, Gelson Farias (Japonês), Itamar Assunção (Tim Maia) e Yam Pontes.

Breve resumo: Na manhã de 13 de janeiro, o projeto Orla Sem Lixo Transforma realizou a primeira oficina de 2026 na Prainha, Ilha do Fundão, para esticamento da nova barreira de contenção de lixo e retirada dos flutuadores da estrutura antiga. A atividade deu continuidade ao lançamento da nova barreira, ocorrido em dezembro de 2025. Pesquisadores e pescadores artesanais atuaram de forma integrada e, durante a ação, um ajuste técnico foi realizado na nova barreira, garantindo seu funcionamento. Ao final, dezenas de flutuadores foram retirados e armazenados para descarte adequado e análise científica.

 
 
 

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