Oficina de barreira na Prainha
- Olivia Varela
- Feb 9
- 5 min read

Na manhã do dia 13 de janeiro, a equipe de pesquisadores e pescadores artesanais que compõem o projeto Orla Sem Lixo Transforma (OSLT) realizou uma oficina de ajuste da nova barreira de contenção de lixo da Prainha, na Ilha do Fundão, e para a retirada de flutuadores da antiga barreira que havia no local. Esta foi a primeira atividade do ano de 2026 e deu continuidade ao lançamento da nova barreira que ocorreu no final de dezembro de 2025. O prosseguimento das ações em campo segue o planejamento do OSLT e constrói o acompanhamento dos espaços de atuação de pesquisa e produção, mantendo a barreira sempre em observação e em testes de funcionamento.

A ação contou com a presença dos principais núcleos do Orla Sem Lixo Transforma, projeto desenvolvido fruto da parceria com a Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental. Estiveram presentes o pesquisador de doutorado e coordenador da frente de barreiras Rodrigo Hoerner, o pesquisador de doutorado Thiago Leão, os pesquisadores de mestrado Raphaela Bertolotti, Jairton Alves, e os bolsistas de iniciação científica Gustavo Sousa e Adolpho Pousa. Participaram também os pescadores artesanais Floriano Oliveira (Foca), Edson Ferreira (Pelé), Rogério da Silva, Denis Martins, Gelson Farias (Japonês), Itamar Assunção (Tim Maia) e Yam Pontes.


A oficina iniciou com uma recepção organizada pela tecnologia social do projeto, que organizou uma mesa de café da manhã para dar suporte à atividade. Após o café, todos se reuniram para organizar o desenvolvimento dos objetivos a serem cumpridos, o pesquisador Rodrigo coordenou a reunião e dividiu a manhã nas tarefas de esticar a nova lona, para melhorar a contenção do lixo flutuante, e na retirada dos flutuadores que compunham a barreira antiga e ainda estavam na água ou na faixa de areia da Prainha.
A primeira tarefa a ser cumprida era esticar a nova barreira dentro do mar, esta barreira já estava fixada e cumprindo o objetivo de contenção do lixo flutuante. Para isso, o pescador artesanal Floriano (Foca) foi de barco até a ponta da barreira para amarrar uma corda e auxiliar a atividade. Os pescadores artesanais Dênis, Rogério e Edson (Pelé), com suporte do bolsista de iniciação científica Adolpho, desempenharam a função de esticar a corda até a beira, onde o restante da equipe iria puxar a corda para concluir o objetivo.


Com as etapas concluídas, todos que estavam na Prainha juntaram-se para puxar a corda e esticar a nova barreira, que ocupa 240 metros em no mar e assegura a contenção de lixo no local. Com a força da água e desempenhada pela equipe, parte da lona de proteção da estrutura da barreira descolou, separando-a em duas partes. O pesquisador Rodrigo, com suporte do pesquisador Thiago e do pescador Foca, foram juntos solucionar a soltura da barreira no barco de Foca, enquanto o restante da equipe começou a retirada dos flutuadores antigos que estavam na beira do mar.
O descolamento da nova barreira foi analisado e solucionado com a amarração das duas partes separadas, deixando um espaço de distância entre os blocos soltos que será adicionado um novo bloco de flutuadores em uma próxima oficina na Prainha. Com o problema resolvido, a única tarefa a concluir era a remoção dos flutuadores. A atividade foi desenvolvida no restante da manhã, com pausas para hidratação e descanso, mas também com muito trabalho e dedicação da equipe.


Os flutuadores são compostos de isopor, envolto de sacos de ráfia e tela de proteção, bem amarrados para que não sejam abertos com facilidade no mar. Dentro da água, o isopor dos flutuadores absorve líquido e torna o objeto mais pesado, precisando de mais de uma pessoa para ser arrastado para fora do mar. Por isso, parte da equipe começou a desamarrar os blocos de flutuadores, enquanto outra parte puxava as estruturas até o gramado em frente à Prainha, um local seco que não corre o risco de retorno para a água.


A oficina foi concluída com dezenas de flutuadores antigos retirados da água e da faixa de areia, armazenados em local seco para que o isopor interno possa perder água e tornar a estrutura mais leve. As estruturas dos flutuadores serão levadas de caminhão em uma próxima oficina, para o descarte correto e para análise científica dos materiais removidos. Esta foi a primeira oficina desenvolvida em 2026, durante o mês de janeiro serão desempenhadas outras oficinas para a produção de novos flutuadores de contenção de lixo.
Cobertura: Olivia Varela e Rebeca Hertzriken.
Quando: 13/01/2026
Onde: Prainha, na Ilha do Fundão ****
Envolvidos: Rodrigo Hoerner, Gustavo Sousa, Elayne Oliveira, Adolpho Pousa, Jairton Alves, Thiago Leão, Floriano Oliveira (Foca), Edson Ferreira (Pelé), Rogério da Silva, Denis Martins, Gelson Farias (Japonês), Itamar Assunção (Tim Maia) e Yam Pontes.
Breve resumo: Na manhã de 13 de janeiro, o projeto Orla Sem Lixo Transforma realizou a primeira oficina de 2026 na Prainha, Ilha do Fundão, para esticamento da nova barreira de contenção de lixo e retirada dos flutuadores da estrutura antiga. A atividade deu continuidade ao lançamento da nova barreira, ocorrido em dezembro de 2025. Pesquisadores e pescadores artesanais atuaram de forma integrada e, durante a ação, um ajuste técnico foi realizado na nova barreira, garantindo seu funcionamento. Ao final, dezenas de flutuadores foram retirados e armazenados para descarte adequado e análise científica.
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