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Lançamento da Barreira da Prainha

Com a barreira atracada aos barcos, a equipe registrou uma foto coletiva que marca o lançamento da nova barreira de contenção de lixo na Prainha, uma importante realização do OSLT. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
Com a barreira atracada aos barcos, a equipe registrou uma foto coletiva que marca o lançamento da nova barreira de contenção de lixo na Prainha, uma importante realização do OSLT. Fotografia: Rebeca Hertzriken.

No dia 16 de dezembro de 2025, durante a manhã, o projeto Orla Sem Lixo Transforma realizou o lançamento de uma nova barreira de contenção de lixo na Prainha, localizada na orla da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão. A barreira tem a função de impedir que o lixo flutuante siga o curso do mar, fazendo a retenção de lixo e diminuindo a poluição na Baía de Guanabara. Esta nova barreira representa uma atualização no modelo de estrutura, contendo uma lona de proteção impermeável que garante mais durabilidade à barreira e aos flutuadores.


O processo de construção da nova barreira foi conquistado por meio de oficinas realizadas pela equipe do projeto com a confecção dos flutuadores de isopor, ráfia e tela, com cobertura de lona de proteção. Ao todo, foram confeccionados 240 metros de barreira para o lançamento. A nova barreira substitui parte da barreira antiga que estava no mesmo local, cumprindo a mesma função, porém com um melhor aperfeiçoamento.


Durante a atividade, esteve presente a coordenadora do projeto Susana Vinzon, a coordenadora da frente de tecnologia social Cristine Carvalho, o pesquisador de doutorado e coordenador da frente de barreira Rodrigo Hoerner, o pesquisador de doutorado Thiago Leão, os pesquisadores de mestrado Raphaela Bertolotti, Jairton Alves e Adolpho Pousa, a pesquisadora de mestrado e coordenadora da frente de comunicação Rebeca Hertzriken, o bolsista de iniciação científica Gustavo Sousa, Olivia Varela e Marcelo Pilling, a aluna de Engenharia Ambiental Gabriela Mignone. Participaram também os pescadores artesanais Floriano Oliveira (Foca), Daniel de Sousa (Dinga), Renato de Oliveira (Lobão), Edson Ferreira (Pelé), Rogério da Silva, Denis Martins, Arcênio Barbosa (Seninha), Sérgio Carvalho, Ana Beatriz e Gabriel Duarte.

Na Base Industrial, Adolpho, Rodrigo e Raphaela organizaram os materiais para o lançamento, como luvas e estiletes, e para ajustes finais na barreira. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
Na Base Industrial, Adolpho, Rodrigo e Raphaela organizaram os materiais para o lançamento, como luvas e estiletes, e para ajustes finais na barreira. Fotografia: Rebeca Hertzriken.

Antes do lançamento da nova barreira, a equipe do OSLT fez a verificação final da estrutura para prevenção de possíveis danos. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
Antes do lançamento da nova barreira, a equipe do OSLT fez a verificação final da estrutura para prevenção de possíveis danos. Fotografia: Rebeca Hertzriken.

Para o lançamento da barreira, a primeira etapa foi realizada no dia anterior com o transporte da barreira da Base Industrial até o hangar em frente ao píer em que a barreira seria levada de barco. No início da manhã do lançamento, a equipe de pesquisadores e pescadores artesanais começou a produção com a organização dos materiais necessários para o lançamento. Foram utilizados retalhos de lona, cola de contato e a máquina de costura para garantir a eficácia da estrutura durante o lançamento em água.


Em seguida, a equipe uniu forças para levar a barreira até a faixa de areia em frente ao píer. A estrutura foi carregada manualmente por parte da equipe em fila indiana, enquanto um grupo cuidava da recepção da barreira e já a organizava de modo que ela ficasse comprimida e pudesse ser amarrada sem criar nós em sua extensão.

O transporte da nova barreira demandou um esforço coletivo para dividir o peso e a extensão, agilizando a dinâmica de locomoção. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
O transporte da nova barreira demandou um esforço coletivo para dividir o peso e a extensão, agilizando a dinâmica de locomoção. Fotografia: Rebeca Hertzriken.

O primeiro teste da barreira foi durante a transporte da mesma para a água. A estrutura apresentou boa flutuabilidade e uma boa dinâmica na água. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
O primeiro teste da barreira foi durante a transporte da mesma para a água. A estrutura apresentou boa flutuabilidade e uma boa dinâmica na água. Fotografia: Rebeca Hertzriken.

Após o deslocamento completo da barreira, a equipe a amarrou com cordas por toda a extensão de forma que toda a estrutura ficasse unida para facilitar o transporte no mar. Com a barreira amarrada, a próxima etapa foi levá-la para água e prender nos barcos responsáveis pelo transporte até a Prainha. O barco encarregado de iniciar o transporte foi o “Kaissara”, pilotado por Sérgio e com companhia de Rogério, encaminhando a barreira até o barco maior pilotado por Foca, que estava ancorado em alto mar aguardando.


No decorrer da etapa fluvial, a equipe do OSLT ficou dividida em terra, locomovendo-se de carro até a prainha, e em alto mar, dividida em três barcos pequenos, um barco grande e um bote acompanhando o transporte da barreira. A saída das embarcações contou com Lobão pilotando um dos barcos pequenos, com Rodrigo, Thiago, Rebeca, Marcelo e Olivia embarcados; Foca e Gabriel estavam no barco grande e abrigaram a tripulação embarcada no barco do Lobão. Nos outros barcos menores estavam Dinga e Adolpho em uma embarcação e Sérgio e Rogério em outra; durante a travessia, Adolpho e Rodrigo passaram para o bote para facilitar a locomoção próximo à barreira.

Daniel (Dinga), Adolpho e Sérgio durante a travessia da barreira para o local de lançamento. A barreira viajou presa aos barcos com amarrações para aumentar a segurança da logística. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
Daniel (Dinga), Adolpho e Sérgio durante a travessia da barreira para o local de lançamento. A barreira viajou presa aos barcos com amarrações para aumentar a segurança da logística. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
Ao chegar no local de lançamento, (Daniel) Dinga e outros pescadores artesanais desamarraram e cortaram as cordas que atracavam a barreira para posicionar no local selecionado. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
Ao chegar no local de lançamento, (Daniel) Dinga e outros pescadores artesanais desamarraram e cortaram as cordas que atracavam a barreira para posicionar no local selecionado. Fotografia: Rebeca Hertzriken.

Saindo do píer da Base Industrial, localizado próximo à Residência Estudantil da UFRJ, os barcos contornaram a orla da Ilha do Fundão até a Prainha, que está ao lado da Faculdade de Letras. Ao chegarem no ponto de lançamento da barreira, os pescadores Sérgio, Rogério e Dinga desamarraram a estrutura para que ela pudesse ser esticada e presa nas poitas de fixação que já estavam posicionadas com a barreira anterior.


Com a barreira solta, a flutuabilidade da barreira foi analisada e mostrou-se pronta para o uso. A ponta da nova barreira foi atracada à um dos barcos menores e amarrada na primeira poita, a partir da fixação da ponta da nova barreira, o barco maior com auxílio de um dos barcos menores esticou o comprimento da nova barreira seguindo o contorno da barreira antiga, para que elas ficassem posicionadas no mesmo local. Durante o esticamento da estrutura, a nova barreira sobrepôs a barreira antiga, fazendo com que houvesse dificuldade de esticá-la até o final. Então, a equipe do bote e do barco de Lobão deslocou-se para ajustar a barreira e fixá-la na segunda poita.

Pesquisadores e pescadores artesanais posicionando a nova barreira ao lado da barreira antiga para prendê-la na poita de fixação. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
Pesquisadores e pescadores artesanais posicionando a nova barreira ao lado da barreira antiga para prendê-la na poita de fixação. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
O pescador artesanal Renato (Lobão) foi responsável pela abertura da barreira na água, ajustando-a no local indicado. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
O pescador artesanal Renato (Lobão) foi responsável pela abertura da barreira na água, ajustando-a no local indicado. Fotografia: Rebeca Hertzriken.

Enquanto isso, na orla da Prainha estavam Raphaela, Arcênio, Rogério e Denis retirando a barreira antiga e prendendo-a em um ponto de fixação em terra em uma árvore para dar suporte. O pesquisador Rodrigo coordenava as atividades dentro da água e Raphaela em terra. Ambos sempre em comunicação via ligação para otimizar a produção. No mesmo momento em que as equipes produziam atividades em terra e em água, a equipe da Tecnologia Social do projeto organizou um café da manhã e ponto de hidratação para dar suporte para as equipes.


Após a fixação da nova barreira nas duas poitas, as equipes esticaram a barreira recém instalada e prenderam em uma parte da barreira antiga. O processo de substituição total da barreira anterior será gradual para garantir o bom funcionamento da contenção de lixo e analisar o desempenho da nova barreira em comparação à antiga.

Na água, o pescador artesanal Denis fazia a separação dos flutuadores da barreira antiga enquanto a equipe fazia a locomoção das estruturas para a faixa de areia. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
Na água, o pescador artesanal Denis fazia a separação dos flutuadores da barreira antiga enquanto a equipe fazia a locomoção das estruturas para a faixa de areia. Fotografia: Rebeca Hertzriken.

Para a separação dos flutuadores, foram cortadas as telas e cordas de conexão para diminuir o peso da estrutura. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
Para a separação dos flutuadores, foram cortadas as telas e cordas de conexão para diminuir o peso da estrutura. Fotografia: Rebeca Hertzriken.

O trabalho de retirada de parte da barreira antiga demandou muito esforço da equipe porque a barreira absorve água e se torna mais pesada. Então foi necessária uma força tarefa final para a retirada da barreira antiga. A estrutura antiga foi retirada de dois em dois flutuadores e transportada para a areia. Posteriormente a barreira antiga será encaminhada via caminhão para a Base Industrial para análises e pesquisas de desempenho.


O lançamento da nova barreira de contenção de lixo representa um avanço na estrutura, segurança e longevidade dos flutuadores em água. Com testes iniciados em 2002, as barreiras ganharam avanços evolutivos com testes e protótipos que agora estão em seu melhor funcionamento. A barreira anterior apresentava um tempo de validade de até dois anos, já a nova barreira pode chegar a até cinco anos de pleno funcionamento. A cobertura de lona impermeável, além de reforçar a forma, melhora a resistência e a durabilidade do material, e serve também como sinalização visual com a cor laranja em destaque dentro da água, mostrando que naquele local há uma estrutura em funcionamento.

Um momento de trabalho coletivo foi a organização da barreira em formato de “sanfona” para facilitar a amarração de toda a estrutura nos barcos antes do lançamento. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
Um momento de trabalho coletivo foi a organização da barreira em formato de “sanfona” para facilitar a amarração de toda a estrutura nos barcos antes do lançamento. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
O trabalho em conjunto teve o êxito do lançamento da nova barreira de contenção de lixo na Prainha, representando um avanço na mitigação de lixo na Baía de Guanabara. Fotografia: Rebeca Hertzriken.
O trabalho em conjunto teve o êxito do lançamento da nova barreira de contenção de lixo na Prainha, representando um avanço na mitigação de lixo na Baía de Guanabara. Fotografia: Rebeca Hertzriken.

As próximas etapas consistem em observar a atuação da nova barreira e aumentar seu comprimento, para que ocupe toda a área selecionada para contenção de lixo. O projeto Orla Sem Lixo Transforma, desenvolvido em parceria com a Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, segue com o compromisso de mitigar ações de poluição na Baía de Guanabara e em constante aprimoramento para diminuição do lixo flutuante e do lixo nas enseadas da Ilha do Fundão.


Cobertura: Olivia Varela e Rebeca Hertzriken.

Quando: 16 de dezembro de 2025, durante a manhã

Onde: Prainha

Envolvidos: Susana Vinzon, Rodrigo Hoerner, Thiago Leão, Raphaela Bertolotti, Jairton Alves, Adolpho Pousa, Rebeca Hertzriken, Gustavo Sousa, Olivia Varela, Marcelo Pilling, Gabriela Mignone, Floriano Oliveira (Foca), Daniel de Sousa (Dinga), Renato de Oliveira (Lobão), Edson Ferreira (Pelé), Rogério da Silva, Denis Martins, Arcênio (Seninha), Sérgio Carvalho, Ana Beatriz e Gabriel Duarte.

Breve resumo: No dia 16 de dezembro, foi lançada uma nova barreira de contenção de lixo na Prainha, na Ilha do Fundão, para reduzir a poluição na Baía de Guanabara. A estrutura é uma versão aprimorada, com lona impermeável, maior durabilidade e melhor resistência em água. Foram produzidos 240 metros de barreira por meio de oficinas, substituindo parte da barreira antiga no local. A nova barreira representa um avanço na eficiência, segurança e longevidade da contenção de lixo flutuante.

 
 
 

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