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Inauguração da Planta de Pirólise

Momento do corte da fita de inauguração da planta de pirólise, na foto presentes membros da UFRJ e da Petrobras. Fotografia: Olivia Varela
Momento do corte da fita de inauguração da planta de pirólise, na foto presentes membros da UFRJ e da Petrobras. Fotografia: Olivia Varela

Com a inovação sustentável como princípio norteador, a Coordenação dos Programas de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Petrobras inauguraram no dia 18 de novembro de 2025 a planta de reciclagem química por pirólise, instalada na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. Esta unidade piloto representa um avanço no desenvolvimento de tecnologias para a gestão sustentável de resíduos plásticos e auxiliará no processamento de resíduos coletados

pelo projeto Orla Sem Lixo Transforma (OSLT).


Parte do maquinário que compõe a planta de pirólise. Fotografia: Olivia Varela
Parte do maquinário que compõe a planta de pirólise. Fotografia: Olivia Varela

O princípio de Lavoisier na Lei da Conservação das Massas afirma que “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Essa transformação apresentou novas dimensões para a UFRJ com a inauguração da planta de pirólise, que tem capacidade de processar até uma tonelada de resíduo por dia por meio da reciclagem química. A pirólise é uma possibilidade de conversão de resíduos sólidos em em óleo e gases reutilizáveis, o que permite o retorno do material à cadeia produtiva como matéria-prima nas refinarias e a geração de produtos para a indústria petroquímica.







Mesa de abertura do evento, compostas por membros da UFRJ e da Petrobras. Fotografia: Olivia Varela
Mesa de abertura do evento, compostas por membros da UFRJ e da Petrobras. Fotografia: Olivia Varela
Mesa expositiva, composta por membros da UFRJ, Petrobras, Braskem e, em apresentação, Orla Sem Lixo Transforma. Fotografia: Olivia Varela
Mesa expositiva, composta por membros da UFRJ, Petrobras, Braskem e, em apresentação, Orla Sem Lixo Transforma. Fotografia: Olivia Varela

As obras para a construção do galpão que abriga o laboratório da planta de pirólise iniciaram em julho de 2024, seguindo com a construção e testes do maquinário, que foram inaugurados no dia 18 de novembro de 2025. A inauguração foi um momento muito aguardado pela comunidade acadêmica, empresas e entidades envolvidas com a sustentabilidade e pesquisadores, que estiveram presentes no Auditório da Coppe na UFRJ para o evento. O evento inaugural foi dividido em uma mesa de abertura com autoridades da UFRJ que fazem parte do desenvolvimento do projeto e uma mesa expositiva com as iniciativas desenvolvedoras da planta de pirólise, entre elas a Coppe, o OSLT, a Petrobras e a Braskem.

Cristine Carvalho, coordenadora de tecnologia social do OSLT, apresentando o projeto na inauguração. Fotografia: Olivia Varela
Cristine Carvalho, coordenadora de tecnologia social do OSLT, apresentando o projeto na inauguração. Fotografia: Olivia Varela
O evento contou com comunidade acadêmica, empresas e entidades envolvidas com a sustentabilidade e pesquisadores. Fotografia: Olivia Varela
O evento contou com comunidade acadêmica, empresas e entidades envolvidas com a sustentabilidade e pesquisadores. Fotografia: Olivia Varela

O Orla Sem Lixo Transforma, desenvolvido em parceria com a Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, esteve presente na mesa com a apresentação da coordenadora de tecnologia social Cristine Carvalho, que explicou as iniciativas desenvolvidas pelo projeto na Baía de Guanabara, destacando o protagonismo dos pescadores artesanais nas práticas de conservação ambiental. A fala também enfatizou a proposta do projeto de implementação de soluções para interceptar e coletar o lixo flutuante que chega à baía, que será reciclado na nova planta de pirólise. Assistindo o evento de inauguração também estavam presentes pesquisadores do OSLT, entre eles o pesquisador de doutorado Diego Fonseca, que pesquisa a coleta e caracterização de resíduos sólidos do mar e fez parte do desenvolvimento do projeto da planta de reciclagem química; o pesquisador de mestrado e membro da tecnologia social Jairton Alves e a pesquisadora de mestrado Bianca Gabani.

Momento de inauguração da planta de pirólise. Fotografia: Olivia Varela
Momento de inauguração da planta de pirólise. Fotografia: Olivia Varela
Produtos líquidos e sólidos que fazem parte do processo de pirólise. Fotografia: Olivia Varela
Produtos líquidos e sólidos que fazem parte do processo de pirólise. Fotografia: Olivia Varela

As falas apresentadas na mesa expositiva e pelos participantes presentes na plateia enfatizaram que a nova unidade de reciclagem marca um crescimento estratégico nas iniciativas de sustentabilidade ambiental e inovação tecnológica. “A reciclagem química é muito mais versátil do que as reciclagens mecânicas. Na verdade, uma quantidade muito pequena pode ser reciclada mecanicamente, seja por que eles estão contaminados ou porque não fundem. E nesse sentido, a reciclagem química é extremamente mais versátil, mais robusta, porque ela não impõe a limpeza, ela não impõe a descontaminação, ela não depende de fusão, e pode tratar misturas de materiais complexos para produzir diferentes produtos. Inclusive para produzir os materiais plásticos de novo, permitindo uma redução muito significativa do consumo de petróleo, e permitindo também a construção de uma cadeia mais sustentável para esses materiais.”, explicou o professor José Carlos Pinto, coordenador do Laboratório de Engenharia de Polímeros (EngePol).

Cristine Carvalho em entrevista para a Petrobras. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Cristine Carvalho em entrevista para a Petrobras. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Pesquisador de doutorado Diego Fonseca em entrevista para a Revista Minerva, da UFRJ. Fotografia: Rebeca Hertzriken
Pesquisador de doutorado Diego Fonseca em entrevista para a Revista Minerva, da UFRJ. Fotografia: Rebeca Hertzriken

Ao final da introdução da abertura, todos os presentes no evento seguiram caminhando até o laboratório que abriga a planta de pirólise. O maquinário foi apresentado para os participantes e a fita de inauguração foi cortada, representando simbolicamente a inauguração da máquina e o início de uma nova etapa na reciclagem química na UFRJ. O evento encerrou com um coffee break, este momento também contou com a concessão de entrevistas dos pesquisadores do OSLT para canais de comunicação científica da Petrobras e da UFRJ.


Cobertura: Olivia Varela e Rebeca Hertzriken.

Quando: 18 de novembro de 2025

Onde: Auditório da Coppe e Laboratório da Planta de Pirólise

Envolvidos: Cristine Carvalho, Diego Fonseca, Jairton Alves e Bianca Galbani

Breve resumo: A Coordenação dos Programas de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Petrobras inauguraram no dia 18 de novembro a planta de reciclagem química por pirólise, instalada na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. Esta unidade piloto representa um avanço no desenvolvimento de tecnologias para a gestão sustentável de resíduos plásticos e auxiliará no processamento de resíduos coletados pelo projeto Orla Sem Lixo Transforma (OSLT).

 
 
 

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